domingo, 30 de janeiro de 2011

Mínima, semínima.

   Ao som do piano repasso a minha vida, peço perdão por todos os meus erros, levanto a cabeça por todas as lagrimas tristes e solto um sorriso de canto para as de felicidade.
   O som do piano não era mais tão provocante, meus dedos não eram mais tão determinados e sentimentais, o som saia por sair, mas ainda dava pra perceber que era Chopin. Não sei o que havia acontecido com todos os meus sentimentos, me sentia tão fria, sem coração, minha alma estava saindo aos poucos do meu corpo, provocando uma dor imensa e profunda, não sabia mais o que era sonhar. O que me restava eram aquelas velhas musicas, tocadas sem sentimentos.
   Preciso de alguém que me faça sorrir, que traga de volta o lindo som do meu piano, que faça essa dor passar, que me faça parar de pensar que sempre estou no meu ultimo dia, que sempre estou a beira da morte.

2 comentários:

  1. O que dizer? Perfeito, irretocavél como sempre.
    Parabéns Taay, adoro seus textos.

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