domingo, 2 de janeiro de 2011

Cruel penumbra...

   Quando temo em perder a minha existência, por nada, tudo aquilo foi nada. 
   Idiota que sou eu, os pássaros não cantam mais desde o dia em que apareceu em meus sonhos, como se o ar fosse tirado dos meus pulmões. Sua pele pálida, seus olhos repousando sobre os meus, tu estavas imóvel, só o vento fazia seus cabelos balançarem e as folhas das arvores iam no mesmo ritmo.
   Tudo não passou de um sonho ardente. Acordo e estou coberta por uma penumbra de sonhos, nunca realizados, de desejos abandonados, rasgados e queimados.

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