sábado, 25 de setembro de 2010

Um fim para um começo...

   Helena esta voltando, ela seu amor obscuro, seu ódio, sua angustia, seu jeito estranho de viver.
   Bate na minha porta, me olha de forma estranha, diz que esta disposta a viver uma vida normal.
   Acredito ou não em suas palavras?
   Sua boca pintada de vermelho se mexia sem parar, o que havia acontecido para tomar esta decisão?
   Me pergunto novamente... acreditar ou não?
   Após 3 dias em minha casa vivendo uma vida normal, mesmo vendo que será dificl, sei que algo a prende aqui. Ela olhava, analisava cada comodo desta casa, cada pequena coisa que a cercava. Assim passaram-se dias e a cada dia que se passava ela tinha em seus olhos algo para libertar, olhava para mim de uma forma em que seus olhos pretos ressaltavam ainda mais por causa de seus cabelo loiro quase branco grande até a cintura.
   - Tenho algo a lhe dizer... - disse Helena - algo que deveria ter lhe dito desde quando pisei pela primeira vez nesta tortuosa casa de lembranças das noite que passamos juntos.
   - O que diveria ter me dito? - perguntei curioso e desconfiado.
   - Apenas me escute... - abaixou a cabeça e a levantou novamente respirando fundo, olhou dentro dos meus olhos com um sentimento incógnito - uma dessas noites gerou mais do que uma lembrança, gerou uma vida...
   Eu não sabia se o vinho que havia tomado umas horas antes fez com que distorcesse a voz de Helena e com que ela disse-se que estava gravida.
   - Eu apenas quero que você cuide do nosso filho ou filha, não quero que ele conheça a mãe, quero apenas que teja o exemplo do pai, para que não siga o caminho sombrio em que até as lagrimas são de sangue. Vou para bem longe, vou voltar para Londres, o primeiro lugar onde levei seu coração comigo, agora lhe devolvo ele dentro dentro desse filho...
   Nada saia da minha boca, nem ar, pois era o que me faltava, ar...

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